Arquivo de Junho, 2009

o orgulho um dia vai me matar

Posted in 1 on Junho 28, 2009 by giovannamelanie

de verdade. Um dia vai! Pessoas orgulhosas, como eu, sabem muito bem do que estou falando. Aliás, pessoas MUITO orgulhosas. Chamar alguem pra conversar no msn, já mexe com o orgulho – ainda mais se é aquele gatinho que você quer ficar – e te deixa com raiva. As vezes muita raiva, as vezes pouca.

Eu tenho aquele orgulho fatal feminino. Não corro atrás de meninos – mesmo as vezes querendo isso – e muito menos dou meu braço a torcer dizendo que amo ele. Porque muitas vezes, dizer que amo é dar o braço a torcer.

Mas por que isso?

Acho que virou o meu medinho, e o de tantas outras meninas, de ser tachada como oferecida, como “fácil”. E a partir do momento que você é tratada desse jeito, você não é valorizada mais. E isso é muito ruim. Não ser levada a sério é realmente um grande problema. Você perde o seu espaço sem ao menos perceber, e, assim, acaba sentindo aos poucos como é ser tratada desse jeito. Consequência? você fica com a auto-estima láááá em baixo.

OK, não vamos agir desse jeito, para evitar esse tipo de comportamento vindo das outras pessoas. Vamos ser somente indiferentes. Resultado: somos frias, chatas, rudes. Ou seja: ficamos sozinhas.

eu pelo menos ainda não encontrei uma maneira de estar no meio termo disso tudo. Enquanto isso, vou seguindo. Mas que é algo que sempre preocupa o tempo todo à nós, meninas, isso é a pura VERDADE.

bjs gente, bom final de semana!

a little less conversation, a little more action!

Posted in 1 on Junho 28, 2009 by giovannamelanie

fala, fala, fala e nada faz!

esqueci de ter ciúmes

Posted in desabafos on Junho 16, 2009 by giovannamelanie

Me peguei de surpresa. Não sou ciumenta demais, nem de menos. Mas não posso dizer que nunca me senti, como vou dizer, insegura em relação à outra pessoa.

O mais estranho é que, quando sinto ciumes, fico triste. Só isso. Não sinto a mínima vontade de expressar aquilo, ao contrário, tento esquecer. Guardo pra mim, e é impossível que eu arme a maior confusão e faça escandalos desnecessários.

E só sinto quando gosto de alguém. Quando realmente gosto. Mesmo assim, não sinto ciumes de amigos, acho um tipo de amor muito diferente.

Enfim, esqueci de ter ciúmes. Esqueci de verdade… porque ciumes é algo natural, não é? é algo que vem instantaneamente na nossa mente e nos derruba da pior maneira, não? E isso não aconteceu comigo de novo. Eu ignorei de forma natural, até inconsciente. Acho que me conformei. Fico me questionando se isso é bom, ou ruim. Se se desapegar assim é bom pra mim.

vou pensar um pouco

:*

Dos dias de sol e vento

Posted in 1 on Junho 2, 2009 by giovannamelanie

O ônibus lhe sacudia a cabeça. Tentava dormir, mas era muito barulho, e realmente sua cabeça começava a doer. Estava com o seu casaco azul marinho, uniforme escolar, e com seus cadernos no colo.

Seu cabelo era solto como sempre, não usava nenhuma maquiagem, tinha um all star sujo nos pés e ainda estava com sono. Era frio, e seus cabelos já dourados com a luz do sol eram levados de maneira irritante à janela, somente se tornando embaraçados.

Esperava sem entusiasmo para voltar para casa. Não que não gostasse de lá, pelo contrário, é porque sabia que o caminho era longo. Então logo se mergulhava nos pensamentos pendentes que quase não tinha tempo para analizar e lá ficava durante uma hora.

Fazia uma limpeza em seu interior. Como não havia música que gostasse para ouvir, tratava de ficar com alguma na cabeça. E assim, pensava, sonolenta, em tudo o que tinha feito (decidindo se aquilo foi bom, ou não) e o que ainda tinha para fazer. Mas a segunda parte a apavorava um pouco, já que não poderia agir de imediato. Estava só dentro do onibus esperando que seu ponto chegasse. E então, fugia das obrigações por alguns minutos.

Nada naquele ônibus lhe chamava atenção. Eram pessoas diferentes, mas aparentemente iguais. Os bancos cinzas, riscados com assinaturas de gente que não tinha o que fazer (como ela) e queria matar o tédio (diferente dela); janelas grandes que mais pareciam plástico, de tão embaçadas, e o som da campainha que tocavam para mostrar ao motorista (as vezes paciente, as vezes não) que queriam sair.

Finalmente estava perto do seu ponto. E odiava quando não lhe restava lugares individuais para sentar, então teria que se sentar em duplas. Ela sempre gostava da parte do banco perto da janela, porque lá observava toda a cidade. Mas era ruim quando tinha que ir embora. Sempre tropeçava na pessoa ao se lado (lhe faltava um pouco de equilíbrio).

Finalmente estava perto de casa, e andava lentamente para chegar a sua rua. Era sempre umas 16h30, e o sol fazia com que seus olhos ficassem apertados demais para poder enxergar nitidamente. Na parte de cima da rua, junto a uma sombra, sua cadelinha lhe esperava deitada. Quando a via, logo pegava a chave dentro de sua bolsa e a chacoalhava, assim chamando a atenção da cachorrinha para que viesse logo para casa.

E então descia a rua com lágrimas saindo de seus olhos (o sol era realmente ardido) e chegava ao portão.

E então abria, entrava em casa. E seu dia acabava.

frio